Todo Mundo em Pânico 3

Sábado, Janeiro 24, 2004
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O terceiro da trilogia de três

Gostava muito de comédias de estilo besteirol como a trilogia Corra que a Polícia vem aí, Máquina Quase Mortífera e Top Gang. Não sei se eu cresci ou se o cinema esqueceu como fazer esse tipo de filme. Cada vez que vejo um novo exemplar dessa "vertente" cinematográfica, mais gosto dos antigos.

Apesar dessa introdução, Todo Mundo em Pânico 3 não é tão ruim quanto podia ser. Até é engraçado. Se você pensar que essa é uma seqüência do detestável, patético e sem-graça Todo Mundo em Pânico 2 até pode dizer que esta sequência teve um grande salto de qualidade. Mas ser melhor que o segundo filme não é nada difícil (mesmo).

Estava muito a fim de assistir ao terceiro, primeiro porque a direção está nas mãos de David Zucker, um dos pioneiros das comédias besteirol. Segundo porque o filme unia dois veteranos atores desse gênero: Charlie Sheen e Leslie Nielsen. Infelizmente, Nielsen ganhou muito pouco o que fazer e está apagado. Em compensação, Charlie Sheen está no núcleo mais cômico do filme e a maioria das suas cenas são engraçadas (destaque para o trecho com o pretenso M. Night Shyamalan, em uma das muitas sátiras ao filme Sinais). Anna Faris está péssima neste episódio. Lembrava que ela era engraçada, pelo menos no primeiro. Simon Rex faz o irmão de Charlie Sheen e tira sarro de Eminem em uma cena que seria mais divertida se não ocupasse tanto tempo do filme, satirizando o mediano 8 Mile. É dele a cena mais engraçada de Todo Mundo em Pânico 3, envolvendo a sua sobrinha e uma professora.

Todo Mundo em Pânico 3 (Scary Movie 3)
Dir.: David Zucker
Com Anna Faris, Charlie Sheen, Simon Rex, Jeremy Piven, Pamela Anderson, Jenny McCarthy, Regina Hall e Leslie Nielsen

Confira logo abaixo o trailer de Todo Mundo em Pânico 3:

Do Inferno

Quinta-feira, Janeiro 22, 2004
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Por partes

Assisti há poucas horas Do Inferno, filme dos irmãos Hughes estrelado por Johnny Depp e Heather Graham. Adaptado dos quadrinhos premiados de Alan Moore, a produção é um suspense interessante de assistir. O primeiro aspecto que chama a atenção é a fotografia. Ambientado nos becos escuros de Londres, ela em certos momentos é opressiva, assim como a situação das prostitutas que são mutiladas sem cerimônia por Jack, o Estripador.

Os atores estão bem. Johnny Depp, sempre competente; A bela Heather Graham convence com seu sotaque irlandês; Robbie Coltrane está divertido como o companheiro de Depp e Ian Holm cresce cada vez que aparece em cena. Interessante é que o elenco principal brigou para que o final se mantivesse fiel ao original, assim como os diretores, que filmaram um desfecho não muito Hollywoodiano para o filme - diferente da vontade do estúdio. Isso faz com que a produção ganhe um certo charme sombrio.

Do Inferno (From Hell)
Dir.: Albert e Allen Hughes
Com Johnny Depp, Heather Graham, Ian Holm, Robbie Coltrane, Ian Richarson, Jason Flemyng

Confira logo abaixo o trailer de Do Inferno:

Dom

Quinta-feira, Janeiro 22, 2004
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Hoje chegou um comentário do post sobre 21 Gramas perguntando sobre o que eram os Spoilers que tanto apareciam nos meus posts. Nunca tinha me ocorrido em explicar aqui no Paradoxo o que era isso, mas no Portal3 sim. Então vou transcrever na íntegra a minha crítica sobre o filme Dom aqui no Blog, que de certa forma explica tudo (e também resolve uma terrível falta de assunto que me faria não escrever nada aqui hoje).

O Dom da Adaptação

Spoil: do inglês, estragar, arruinar, avariar.

Spoiler: no cinema, significa estragar a surpresa, contar o final ou partes importantes do filme.

Apesar de ser um tanto didática, essa introdução se fez necessária, pois o último parágrafo desta opinião apresenta um spoiler de Dom, filme dirigido por Moacyr Góes e estrelado por Marcos Palmeira, Maria Fernanda Cândido e Bruno Garcia.

Baseado livremente na obra Dom Casmurro de Machado de Assis, o filme conta a história de Bento (Marcos Palmeira), que fora batizado assim em homenagem ao personagem principal do livro do escritor. Bento, ou Dom para os amigos, reencontra seu melhor amigo, Miguel (Bruno Garcia) na época em que ele gravava um vídeo clipe e testava modelos para estrelá-lo. Neste dia, Dom encontra Ana (Maria Fernanda Cândido), sua namoradinha de infância.

O sentimento de Bento por sua Capitu é tão forte que faz com que ele jogue tudo para o alto e case-se com ela. Os problemas começam quando o ciúme de Dom começa a atrapalhar o relacionamento dos dois.

Seria uma covardia comparar o livro ao filme (mesmo porque eu nunca assisti uma adaptação que fosse melhor que a obra em si), porém a película tem bons momentos. A escolha do elenco foi feliz, principalmente tratando-se de Maria Fernanda Cândido e Bruno Garcia. Luciana Braga, em um papel que poderia ser maior, rouba todas as cenas em que aparece. E Marcos Palmeira cresce quando deixa de lado o seu ar de "bom moço" do início e passa para o lado "Bentinho" da força.

Algumas partes que incomodam são, em primeiro lugar, a longa duração de algumas cenas, como quando Bento termina com sua namorada, na primeira meia hora de filme. Em segundo, a trilha que soa como música de barzinho o tempo todo.

Agora chegou a hora do spoiler. Portanto, se você não viu o filme e não quer saber revelações sobre a trama, pare de ler aqui.SPOILER:

É interessante assistir uma versão modernizada da obra de Machado de Assis. Diferentemente do Bentinho original, o Dom de Marcos Palmeira teve a possibilidade de, ao duvidar da paternidade de seu filho, pedir um teste de DNA e saber se tinha sido traído por Capitu ou não. Isso nos faz pensar se o Bentinho de Machado de Assis teria feito o mesmo se tivesse a possibilidade de acabar com essa, que é uma das maiores dúvidas da literatura brasileira. Apesar de o filme deixar um pouco mais explícito, ainda não sabemos se Capitu traiu Bentinho ou não. Ainda bem.

Dom
Dir.: Moacyr Góes
Com Marcos Palmeira, Maria Fernanda Cândido, Bruno Garcia, Luciana Braga, Leon Goes

Confira logo abaixo o trailer de Dom:

21 Gramas

Quarta-feira, Janeiro 21, 2004
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Vinte e um

Visceral. Essa foi a primeira palavra que pensei ao final da sessão de 21 Gramas que pudesse definir essa produção. O filme é um soco no estômago, no melhor sentido da palavra (se existe um bom sentido para ela).

É bom avisar, se você for assistí-lo e não conseguir entendê-lo logo de cara, não tem problema. Acho que isso pode ser um SPOILER, por isso já aviso: As peças da história começam a se encaixar depois de 40 minutos de projeção (até olhei no relógio). E depois as peças se misturam de novo. FIM DO SPOILER. Isso acontece porque a edição do filme não tem nenhum tipo de padrão. A cena do final pode aparecer antes da cena que abriria o filme, que aparece depois da metade. Isso faz com que o espectador não tire os olhos da tela, temendo perder algum trecho importante.

Quanto ao elenco, Sean Penn e Benício Del Toro dispensam apresentações (é um clichê, mas é verdade). A minha surpresa foi a bela Naomi Watts que está muito bem. É realmente emocionante vê-la na cena do hospital, quando recebe a notícia desagradável que faz com que todas as situações se enlacem.

Depois de ter assistido a 21 Gramas fiquei curioso para ver o outro trabalho do diretor Alejandro González Inarritu, Amores Brutos. É inegável que ele tem um estilo muito interessante. O que também é inegável é que brincar com a edição virou moda nos últimos anos, vide Pulp Fiction, Amnésia, Snatch... Coincidentemente (ou não), são filmes muito bons. O que acontece é que mais cedo ou mais tarde a fórmula vai se desgastar.

21 Gramas (21 Grams)
Dir.: Alejandro González Iñárritu
Com Sean Penn, Naomi Watts, Benicio Del Toro, Danny Huston, Charlotte Gainsbourg, Eddie Marsan, Melissa Leo

Confira logo abaixo o trailer de 21 Gramas:

24 Horas - 1ª Temporada

Quarta-feira, Janeiro 21, 2004
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Vinte e quatro

Já se passaram seis horas das 24 que completam a primeira temporada do seriado 24 Horas na Rede Globo. E até agora posso dizer que o programa superou as minhas espectativas. Em primeiro lugar, a idéia original de toda a temporada se passar em um dia já merecia uma boa olhada no programa. O melhor de tudo é que os produtores rechearam de conteúdo o seriado (o que ajuda bastante). As câmeras nervosas, a edição rápida e cheia de boxes na tela mostrando vários acontecimentos ao mesmo tempo, o trabalho de todo o elenco. Realmente é um produto diferenciado.

Até agora, pelo que foi mostrado, não existem pontos negativos (tirando o horário maldito da Globo, que não é culpa do seriado). Em compensação, pontos positivos são vários: Kiefer Sutherland, perfeito como o agente que passa por cima de tudo para completar sua missão; Dennis Haysbert que faz o senador David Palmer, sempre como uma grande presença na tela; o roteiro que sempre mantém a história em alta, impulsionando-a para frente e cheia de reviravoltas, sem esquecer de Elisha Cuthbert, que interpreta a filha de Jack Bauer, que é belíssima.

Ed Mort

Segunda-feira, Janeiro 19, 2004
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De Morte

Sábado à noite. Você fica em casa. O que você faz? Assiste a um enlatado americano feito para televisão no Super Cine? Provavelmente. Mas não nesse último. Miraculosamente a Globo escolheu um filme nacional, e ainda por cima, um que eu estava muito a fim de ver: Ed Mort, baseado no personagem de um dos meus escritores preferidos, Luis Fernando Verissimo, filme de 95, com Paulo Betti e Cláudia Abreu.

É uma pena que o filme não explore todo o humor que as situações mostradas poderiam ter. Para uma comédia, eu ri muito pouco. Do elenco, o casal principal se destaca, com ênfase em Paulo Betti que está impagável como o detetive que nunca honra suas dívidas. Pontos baixos: a atuação da atriz Roseane Lima que interpreta Daisy, a mulher de Silva, está muito irregular. O pior é que fazendo um pesquisa rápida pela internet descobri que ela levou o prêmio do festival de cinema de Salvador por sua atuação. Aliás, não só ela como também ganharam Paulo Betti, Cláudia Abreu e Otávio Augusto. Quando eu tenha essa informação nas mãos eu fico pensando se sou eu que não soube ver o quão boa foi a atuação da atriz ou se foram os críticos que não viram o contrário. Pelo visto deve ter sido a primeira.

O filme é divertido em algumas partes, principalmente seu final, com uma ironia digna dos textos de L.F. Veríssimo. Se esse blog tivesse um sistema de estrelas, daria 3 para o filme só pelo irônico final.

Ed Mort
Dir.: Alain Fresnot
Com Paulo Betti, Cláudia Abreu, Otávio Augusto, Ary Fontoura, Irene Ravache

Confira logo abaixo o trailer de Ed Mort:

Sobre Meninos e Lobos

Sábado, Janeiro 17, 2004
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Lobos

Depois de muitas recomendações positivas, na última quinta-feira fui assistir a Sobre Meninos e Lobos no Unibanco Arteplex (pois é óbvio que em Canoas não estaria passando). E foi uma ótima experiência. O filme, curiosamente, me lembrou muito As Horas, com Meryl Streep, Juliane Moore e Nicole Kidman. Já explico. Assim como As Horas, Sobre Meninos e Lobos está calcado imensamente nas atuações do trio principal, aqui formado por Sean Penn, Tim Robbins e Kevin Bacon. Vou mais longe, mas continuando a falar sobre o elenco, os coadjuvantes de As Horas como Ed Harris e Jeff Daniels fazem a diferença no primeiro filme, assim como Laurence Fishburne, Laura Linney e Marcia Gay Harden fazem no segundo. Acho ótimo quando uma produção consegue reunir tantos talentos juntos e usa-los todos muito bem.

Mas deixando de lado as comparações, o filme de Clint Eastwood merece todos os elogios que tem recebido. A história, baseada em um livro de Dennis Lehane, é muito interessante e bem amarrada. E, novamente, eu preciso elogiar as atuações. Todos estão ótimos. Achei engraçado também assistir Laurence Fishburne pela primeira vez depois de Matrix, não lembrando em nada seu visionário Morpheus.

Outra área a ser destacada é a edição que, principalmente no ato final, se torna imprescindível, dando o tom certo para o desfecho da história, revelando verdades surpreendentes. Mas como todo filme bom, esse também tem suas pisadas de bola. SPOILER Em primeiro lugar, aquela história envolvendo o personagem de Kevin Bacon e sua ex-mulher pode até funcionar no livro (não sei, porque não li) mas no filme soa muito artificial. Parece que inventaram essas passagens para manter o ator ocupado, já que Sean Penn e Tim Robins aparecem mais durante a projeção. Em segundo, o filme acaba muito depois do que deveria. Para mim, o diálogo entre Penn e Bacon na rua, no momento em que eles têm aquela visão do carro se afastando poderia ser o final, sem problemas. A necessidade de um desfecho maior, mostrando o que aconteceu com os outros personagens é desnecessária e, de novo, talvez funcione no livro, mas não no filme. Parece que o roteirista sentiu necessidade de acabar o filme da maneira mais positiva que conseguiu, diminuindo e muito o efeito das revelações mostradas até ali. FIM DO SPOILER

Sobre Meninos e Lobos (Mystic River)
Dir.: Clint Eastwood
Com Sean Penn, Tim Robbins, Kevin Bacon, Laurence Fishburne, Marcia Gay Harden, Laura Linney, Emmy Rossum, Spencer Treat Clark

Confira logo abaixo o trailer de Sobre Meninos e Lobos:

Adeus, Lênin!

Sexta-feira, Janeiro 9, 2004
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Socialismo

É engraçado notar como somos acostumados a ver filmes americanos. Ontem a noite fui assistir o muito bem conceituado Adeus, Lênin! no Unibanco Artplex em Porto Alegre. A parte engraçada disso é que mesmo sabendo que o filme era Alemão, até o quarto ou quinto diálogo eu ainda esperava que eles falassem em inglês (foi mais ou menos a mesma coisa quando assisti a Indiana Jones e a Última Cruzada em versão importada e sempre esperava as legendas durante os primeiros minutos do filme).

Mas, deixando de lado esses comentários pouco releventes, Adeus, Lênin! é um filme muito bom. Apesar de ter sido vendido como um filme de comédia, o roteiro e as atuações são tão boas que você acaba comprando gato por lebre sem se importar. Ao assistir esse filme você se dá conta de que nem todas as boas idéias já foram usadas em roteiros. É bastante original e muito bem executada.

A atriz Katrin Sass que faz a mãe de Alex (Daniel Brühl) está excelente e existem duas cenas em particular que eu destaco. SPOILER A cena em que ela sai de seu apartamento e vê a estátua de Lênin sobrevoando a cidade. Tanto a atuação da atriz quanto o jeito que o diretor Wolfgang Becker usou para executar a cena fazem com que ela já tenha virado clássica desde já. A segunda cena que destaco da atriz é bem próxima ao fim, quando ela descobre a armação e mesmo assim, não revela a seu filho que havia produzido um boletim em vídeo explicando (à sua maneira) o que aconteceu com a Alemanha que sua mãe conhecia. A expressão da atriz consegue passar todo o orgulho que aquela mulher sentia pelo seu filho. FIM DO SPOILER

O filme também serve como pequena aula de história para quem, como eu, não conhecia direito o que eram as Alemanhas Ocidental e Oriental com uma inspirada narração de Alex. O roteiro faz esse relato de uma maneira inteligente, sem que pareça artificial - já que é importante que o espectador entenda a situação história da Alemanha até para poder importar-se com a situação dos personagens. Depois de todos esses argumentos, acho que deixei claro que Adeus, Lênin! é muito acima da média.

Adeus, Lênin! (Good Bye Lenin!)
Dir.: Wolfgang Becker
Com Daniel Brühl, Katrin Sass, Chulpan Khamatova, Maria Simon, Florian Lucas

Confira logo abaixo o trailer legendado de Adeus, Lênin!:

Amnésia

Domingo, Janeiro 4, 2004
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Polaroid

Às vezes falar sobre um filme é chover no molhado. Principalmente quando foi tão citado por sites da internet ou até mesmo por críticos profissionais com um filme excelente, já sendo destacadas todas as suas qualidades. Mesmo assim, sou obrigado a comentar sobre Amnésia, de Christopher Nolan.

Assisti ao filme ontem pela quinta vez, se não me engano, e cada vez descubro coisas novas sobre ele. O trabalho de edição, fragmentado, dando a percepção de realidade que o personagem de Guy Pearce está inserido foi uma idéia genial. A história de Sammy Jenkins costurada no meio da história (uma espécie de flashback costurada a narração) foi outra opção acertada por Nolan.

Amnésia não seria tão bom se não fosse pela performance de Guy Pearce. O seu jeito de falar, rápido e seguro de suas certezas (das poucas que ele tem, pelo menos), fazem com o que o espectador veja Leonard como uma pessoa real. É interessante também perceber que o roteiro trabalha muito bem a figura de Leonard sendo uma pessoa metódica, que aprende com a repetição. Isso é provado tanto na narração inicial do personagem, como em pequenas cenas, despercebidas no meio do filme (como o fato de ele nunca esquecer de ligar e desligar o alarme do carro, por exemplo).

Dignos de nota também são as atuações de Joe Pantoliano e Carrie-Anne Moss. Ambos possuem personagens ambíguos, muito bem trabalhados pelos atores. É interessante ver como Pantoliano sempre tenta passar simpatia e sempre é alvo de suspeitas por "Lenny", enquanto a personagem de Moss não se esforça para ganhar a confiança de Pearce, duas relações que fazem o filme andar.

Christopher Nolan consagrou-se após dirigir esse filme de baixo orçamento. Depois disso, dirigiu Al Pacino e Robin Williams em Insônia e está confirmado no próximo filme do Batman, que não terá nada a ver com os outros quatro filmados nos anos 90, e já tem até um Bruce Wayne escolhido: Christian Bale de Psicopata Americano. O Homem-Morcego parece estar em boas mãos...

Amnésia (Memento)
Dir.: Christopher Nolan
Com Guy Pearce, Joe Pantoliano, Carrie-Anne Moss, Mark Boone Junior, Jorja Fox, Stephen Tobolowsky, Callum Keith Rennie

Confira logo abaixo o trailer de Amnésia:

Psicose

Domingo, Janeiro 4, 2004
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Versões

Algumas coisas não devem ser mexidas. Outras sim. (?) Digo isso no dia em que assisti novamente a versão de Gus Van Saint para o clássico Psicose de Alfred Hitchcock. Digo isso no dia em que, ao passar pela TV Guaíba, fui surpreendido com um show de Joe Cocker onde ele arrasa com sua clássica versão de With a Little Help from my Friends, música do álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band dos Beatles.

A pergunta que fica ao assistir ao Psicose de 1998 é: porque diabos mexer em um clássico tão bem feito? Gus Van Saint disse para a revista Set: "E porque não?". O grande erro do diretor de Gênio Indomável é tentar fazer uma fotocópia colorida do filme. A idéia de Gus Van Saint era filmar fotograma por fotograma, plano por plano, ou seja, uma réplica do original. Interessante mesmo seria criar algo novo, talvez atualizar a história. Psicose foi adaptado de um livro escrito por Robert Bloch. Então porque não pegar o livro e trabalhar nele? Pensar em angulos diferentes, não pensados por Hitchcock. Mas não. Van Saint preferiu comprar o pacote fechado, tentando ressuscitar o mestre do suspense, sem sucesso.

E é aí que entra Joe Cocker. With a Little Help from my Friends não lembra em nada a primeira versão gravada pelos Beatles (excetuando a letra, é claro), transformando a música em uma obra distinta e até melhor do que a original. Ter ido pelo caminho mais difícil fez toda a diferença nesse caso, mostrando que quando o artista sabe o que está fazendo e tem talento para isso, pode se dar ao luxo de mexer em um clássico. Agora, imaginem se Joe Cocker tivesse apenas regravado a música, sem impor seu estilo. Ela seria apenas mais uma regravação como tantas outras que pipocam pelas rádios.

Se Gus Van Saint tivesse feito um With a Little Help... do seu Psicose talvez conseguisse criar um novo clássico, e não um filme de suspense sem o charme da versão original.

Cosmotron e Ventura

Sexta-feira, Janeiro 2, 2004
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Amadurecimento

Existem dois CDs que não saem do meu aparelho de som (e dos meus ouvidos, respectivamente). O primeiro, atesta o amadurecimento de uma banda que cada vez que lança um novo trabalho consegue ficar melhor. Essa banda é Skank e o álbun é Cosmotron (o nome é horrível, mas o cd é ótimo).

O que é interessante no Skank, para mim pelo menos, é que eu gosto da banda desde o começo. Quando eu tinha meus 10 anos eu adorava Homem q Sabia Demais, e na medida que o tempo foi passando e eu fui crescendo, a banda também cresceu. Tanto que ela chega nos seus mais de dez anos de carreira com um cd recheado de influências que vão desde Beatles à Chico Buarque. Supernova e Dois Rios são os maiores exemplos da influência do FabFour neste Cosmotron. Outras músicas ótimas como Pegadas na Lua, Formato Mínimo e Resta um pouco mais - sem esquecer da agitada Vou deixar - são destaques do álbum, já que é difícil escolher a melhor.

O CD que faz rodízio com esse do Skank no meu aparelho de CD é o Ventura da banda carioca Los Hermanos. É incrível como depois de Todo Carnaval tem seu fim - que até eu ouvir esse álbum, era a minha música preferida - eles conseguiram fazer músicas ainda melhores. A mp3 de O Vencedor já estava gravada no winamp e cada vez que eu ligava o computador era execução obrigatória (mais um pouco e o próprio winamp tocaria ela sozinho). Samba a dois, Último Romance, Além do que já se viu, Cara estranho... São tantas que, mais uma vez, não é tarefa fácil de apontar as melhores.

Como diria a minha amiga Bárbara: "Larga o que tu tá fazendo agora e vai ouvir esses cds". Boa música nunca faz mal...

A Hard Day's Night

Quinta-feira, Janeiro 1, 2004
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Very Clean

Começo o ano de 2004 postando no Blog a minha opinião sobre o filme da minha banda preferida: The Beatles, A Hard Day's Night ou Os Reis do Iê Iê Iê aqui no Brasil. Quem me conhece sabe que eu sou fã incondicional da banda inglesa, e como já virou tradição para mim, no último dia do ano eu assisto alguma coisa deles. No final de 2001 e 2002 eu assisti alguns episódios do Anthology, ainda em vídeo. Neste ano, resolvi mudar um pouco as coisas e assistir ao filme de estréia do FabFour (graças ao meu amigo Marcelo B Conter que me emprestou o DVD há dois meses atrás e ainda espera que eu o devolva).

Mas sem mais delongas, A Hard Day's Night é divertimento puro. Não é um filme que vai mudar a vida de ninguém, mas consegue ser uma ótima distração naqueles 97 minutos de duração. Tudo está lá, as músicas de sucesso como I Should have known better, If I Fell e Can't buy me love, o humor ácido de John, Paul, George e Ringo, e a direção competente de Richard Lester - que conseguiu uma atuação no mínimo decente dos músicos de Liverpool.

A história, para quem não conhece, não tem muito mistério. É basicamente um dia na vida dos Beatles. A perseguição dos fãs, apresentações na TV, o corre-corre dos bastidores. Tudo entrelaçado pelos sucessos do quarteto, é claro. O destaque fica para o ator irlandês que interpreta o avô de Paul McCartney, Wilfrid Brambell. As confusões que ele arma no filme, mesmo sendo um "velho muito limpo" - como é repetido inúmeras vezes, fazem a história andar. Foi um artifício interessante usado pelo roteirista, já que seria estranho fazer um dos Beatles ser o encrenqueiro do filme.

Os Reis do Iê, Iê, Iê (A Hard Day's Night)
Dir.: Richard Lester
Com John Lennon, Paul McCartney, George Harrison, Ringo Starr, Wilfrid Brambell

Confira logo abaixo o trailer de A Hard Day's Night:

Matrix Revolutions

Quarta-feira, Dezembro 31, 2003
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Insatisfatório

No último domingo, dia 27, fui assistir a conclusão da trilogia Matrix, bastante atrasado, diga-se de passagem, pois o filme estreou no dia 5 de novembro (!). Não esperava muito de Matrix Revolutions pois já tinha ouvido comentários bastante desfavoráveis sobre o filme. Mas como São Tomé, só acreditaria vendo. Pois no fim, os comentários negativos estavam com a razão. Revolutions é uma grande decepção. Depois de ter visto o confuso Matrix Reloaded que deixava inúmeras questões no ar, esperava-se que o fim da trilogia solucionaria as dúvidas do espectador. Não é o que acontece.

Os efeitos estão lá ainda, e como já é tradição da trilogia, estão excelentes. Mas o grande problema de Revolutions é o roteiro e a edição. Existe certo momento no filme, durante a invasão dos sentinelas que os diretores parecem ter esquecido que Neo existia, pois durante uns 30 ou 40 minutos o personagem simplesmente não dá as caras. As sequências desta invasão são muito boas, mas poderiam ser reduzidas em uns 15 minutos que não fariam diferença.

O que muitos concordam é que Hugo Weaving e seu Agente Smith ainda são o melhor da trilogia e sua briga final com Neo, à la Superman, foi muito bem concebida. Se eu pudesse fazer uma sugestão aos irmãos Wachowski, diria que eles poderiam muito bem juntar Reloaded e Revolutions em único filme de 3 horas de duração (eliminando uma hora e alguns minutos de material desnecessário), criando assim Matrix Repaired. Como acho que isso não vai acontecer, fico então com o primeiro Matrix que é excepcional.

Matrix Revolutions (The Matrix Revolutions)
Dir.: Wachowski Brothers
Com Keanu Reeves, Laurence Fishburne, Carrie-Anne Moss, Hugo Weaving, Monica Bellucci

Confira logo abaixo o trailer de Matrix Revolutions:

Abertura

Quarta-feira, Dezembro 31, 2003
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Há algum tempo estava pensando em criar um blog, mas motivos externos (leia-se preguiça) impediam o nascimento deste espaço. Motivado por amigos que também tem blogs - e essa é a parte onde eu pareço um "maria-vai-com-as-outras" - decidi colocar a preguiça de lado e postar algumas idéias para o pessoal que eventualmente passar os olhos por aqui. Espero que esse seja o começo de um bom paradoxo...