They'll Be There For You

Quinta-feira, Fevereiro 26, 2004
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O meu sitcom preferido finalmente retorna a TV aberta: Friends está no SBT. Digo retorna por respeito à Rede TV!, pois na época em que o seriado era transmitido pelo canal, o sinal não era aberto para o Rio Grande do Sul sintonizá-lo. Mas os tempos são outros e o canal também. O horário? Quartas-feiras, logo após o Show do Milhão, às 23h30min. Sinceramente não sei se esse horário é bom ou ruim. Para mim é bom, pois eu chego em casa às 23h e posso assisti-lo. A ruim é que eu acho que Friends conseguiria maior audiência em outra faixa de horário (já que o SBT prontificou-se a comprar as demais temporadas caso a audiência correspondesse às expectativas).

Quanto a dublagem, tive a oportunidade de assistir a um episódio e ela não é ruim. Teremos que nos acostumar com "Raquel" em vez de "Rachel" e Chandler com um sotaque carioca. Mas quem está acostumado com dublagens não se importará muito com isso. Já falei com o Guilherme Briggs, dublador do Ross (e do Buzz Lightyear, de Toy Story) que afirmou tentar o possível para que sua voz ficasse a mais parecida com a voz de David Schwimmer. Também acrescentou que a mudança do nome da Rachel veio de cima. Enfim, espero que o seriado faça sucesso e que todos descubram o que eu já estou careca de saber: Friends é tri legal...

Piratas do Caribe - A Maldição do Pérola Negra

Quarta-feira, Fevereiro 25, 2004
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Sparrow

Quem achava que o fracasso de A Ilha da Garganta Cortada, filme sobre piratas protagonizado por Geena Davis e Matthew Modine em 1995, seria um empecilho para o sucesso de Piratas do Caribe estava completamente enganado.

O filme dirigido por Gore Verbinski foi baseado em um brinquedo da Disney de mesmo nome e conta a história de Will Turner (Orlando Bloom), que para resgatar a filha do governador (Keira Knightley) sequestrada por Barbossa (Geoffrey Rush) pede a ajuda do estranho pirata Jack Sparrow (Johnny Depp).

Para alguns, a escolha de Depp em interpretar o capitão pirata foi recebida de maneira estranha. Notório por interpretar papéis densos, o ator está completamente à vontade interpretando com comicidade o personagem Jack Sparrow. Com vários trejeitos e andando de forma cambaleante, Depp ganha a simpatia do público e carrega o filme com gags e piadas.

O próprio ator revelou à imprensa que desde o nascimento de sua filha, faria apenas filmes que pudessem ser assistidos com ela. O remake de A Fantástica Fábrica de Chocolates está nos planos do ator.

Quanto ao resto do elenco, destaque para Geoffrey Rush, interpretando o amaldiçoado capitão Barbossa. Orlando Bloom (o Legolas da trilogia Senhor dos Anéis) está bem em seu papel, assim como a belíssima Keira Knightley (atriz de Simplesmente Amor). Infelizmente, não sobrou espaço para ambos crescerem frente à presença de Depp e Rush.

Piratas do Caribe - A Maldição do Pérola Negra tem belos efeitos digitais e é uma boa pedida se o espectador procura por um filme divertido e descompromissado. A longa metragem pode assustar (145 minutos), mas esse tempo passa mais rápido do que se possa imaginar. E não é preciso ser um grande fã de piratas para pensar assim.

Se formos pensar na carreira do filme no Oscar, seria uma surpresa se Johnny Depp levasse para casa a estatueta de melhor ator. Mais sorte talvez terá na categoria Efeitos Visuais, mesmo concorrendo com o peso pesado Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei (que só por um milagre não leva esse Oscar também).

P.S.: Essa crítica também foi retirada do Portal3, porém sofreu algumas adaptações...

Piratas do Caribe - A Maldição do Pérola Negra (Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl)
Dir.: Gore Verbinski
Com Johnny Depp, Orlando Bloom, Keira Knightley, Geoffrey Rush, Jack Davenport, Jonathan Pryce, Kevin McNally

Confira logo abaixo o trailer de Piratas do Caribe - A Maldição do Pérola Negra:

Ficção - A Vida Alheia de Pedro

Domingo, Fevereiro 22, 2004
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Da série "textos meus retirados do Portal3", posto A Vida Alheia de Pedro, uma ficção que ficou capa do site da agexCOM por um bom tempo e que agora está disponível para o pessoal que visita o Paradoxo dar uma lida. Em tempo: Recomendo a todos que gostam de contos, crônicas e afins que façam uma visita ao Portal3, pois o texto da minha amiga Paty Alsina é a mais nova capa da nossa seção de ficção do site.

A Vida Alheia de Pedro

Os livros são meus maiores companheiros. Com eles, fui para inúmeros lugares, conheci um infinito número de pessoas e vivi incríveis aventuras, sem sair do meu quarto. O que posso dizer? Os livros são seguros. Os livros não enganam, não mentem, não dizem que querem ser apenas nossos amigos. A literatura não corrompe, não ri da nossa cara, não caçoa.

Com os livros conheci Brás Cubas, e suas aventuras póstumas. Acompanhei os mistérios de Sherlock Holmes e Hercule Poirot. Vibrei ao descobrir quem matou Getúlio Vargas. Fiquei enciumado e duvidei de Capitu. Apaixonei-me por Lolita. E porque não dizer, fiquei assustado com o final de John Coffey em seu corredor da morte.

Passei um bom tempo da minha vida imerso nesse universo. Alguns poderiam dizer que perdi valiosos anos. Sinceramente, as vezes me questionava o mesmo. Mas sempre que essa dúvida passava na minha cabeça, assim como uma chuva de verão, logo ia embora. Um novo livro chegava em minhas mãos e todo o resto desaparecia.

Não sei quando, talvez ao ler Cem anos de solidão - título que poderia resumir minha vida, tomei uma decisão. Fechei o livro antes de acabar de lê-lo, pois resoluções daquela espécie não podiam esperar. As dúvidas deixaram de ser chuvas de verão e passaram a ser tempestades. Chegou um ponto onde eu não agüentava mais folhear aquelas páginas e assim, assistir a vida dos outros. Viver a vida alheia já não era uma opção válida para mim. Aquilo já havia me cansado. Então fui ao cinema.

Menções Honrosas

Quarta-feira, Fevereiro 18, 2004
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Encerrando de vez os posts sobre os piores filmes, existem aqueles que lutaram bravamente mas acabaram não entrando para a lista dos cinco menos. Pelo esforço, merecem a menção honrosa desse post:

Tudo para ficar com ele - Esse saiu da lista na última hora pela ruindade superior de Não é mais um besteirol americano. Comédia sem graça, apelativa e que nunca decide se é um besteirol, uma comédia romântica ou um filme non sense. Uma pergunta que fica para os tradutores brasileiros é: até quando vão fazer trocadilhos com o sucesso de Quem Vai Ficar com Mary? Nesse fim de semana estréia Quero Ficar com Polly, com Ben Stiller no elenco.

Dinossauro - Animação da Disney sem roteiro, com as péssimas dublagens de Fábio Assunção e Malu Mader aqui no Brasil.

O Dia do Terror - Só vale pela beleza de Denise Richards. Filme padrão de serial killer.

Mod Squad - O Filme - Uma das inúmeras adaptações de antigos seriados de TV para o cinema que não dão certo. Para falar a verdade, nem lembro direito do filme. Só lembro que na época eu achei muito ruim...

Framboesa - Parte 3 de 3

Terça-feira, Fevereiro 17, 2004
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Fim do mistério. Se alguém já viu esse filme, com certeza vai concordar comigo.

1º Lugar - Fortaleza II

Apesar de ter concorrentes muito fortes, não foi difícil escolher Fortaleza II como o pior filme que eu já tive o desprazer de assistir. E não digo apenas no cinema. Esse leva medalha de ouro em qualquer categoria. Roteiro risível, atuações inexistentes e as cenas mais estapafúrdias já criadas pelo cinema. Mas existem duas cenas chave que merecem ser citadas:

- O personagem do "ator" Christopher Lambert precisa fugir da fortaleza espacial que está aprisionado e entrar em um outro compartimento dela. Barbada. É só abrir uma comporta e pular para fora. Mas existe um problema: ele está no espaço, fora da espaçonave só existe vácuo. Se esse era o problema, então não tem problema! Em uma cena genial, Lambert sai da nave apenas prendendo a respiração, passando para a próxima porta com apenas os ouvidos sangrando. Ou seja, a NASA já pode economizar e muito em equipamento para seus astronautas. Basta avisá-los: prendam a respiração!

- Em outra cena imperdível, uma barata (talvez o ator mais convincente do elenco) é usada para espionar os inimigos de Lambert. Então é acoplado em seu casco uma microcâmera. Até aí tudo bem. No decorrer da trama a barata acaba morrendo (e me perdoem pelo Spoiler). Música triste no fundo, os atores se abraçam, tristes pelo fim da pobre barata (e pelo fim da vergonha na cara, provavelmente).

Sem brincadeira, esse "filme" deveria ser banido e tirado do contato com os seres humanos. Ouvi dizer que os chineses estavam o usando para tortura, mas são apenas boatos. A única coisa que esse filme serve é de parâmetro rasteiro. A cada filme novo e ruim que eu assisto eu posso pensar: "Pelo menos pior que o Fortaleza II não é".

Framboesa - Parte 2 de 3

Segunda-feira, Fevereiro 16, 2004 
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E a lista dos piores continua, na segunda parte desse eletrizante post. (ok, bem menos) 

3º Lugar - Todo Mundo em Pânico 2

Está para nascer, ou ser produzida, uma comédia tão sem graça quanto Todo Mundo em Pânico 2. Lembro que quando escrevi a crítica sobre esse filme, sugeri para os corajosos que alugassem essa bomba que assistissem apenas a primeira cena, satirizando O Exorcista (única parte engraçada, com um James Woods impagável), rebobinassem a fita e devolvessem para a locadora. Só assim para se ver livre de uma hora e pouco de piadas sem graça, roteiro inexistente e atores irritantes (o que é aquele Chris Elliot e a mãozinha?). Medalha de bronze merecido.

2º Lugar - A Bruxa de Blair 2 - O Livro das Sombras

O primeiro era inovador. Tinha estilo, tinha até história. Não tinha bruxa, mas tudo bem. Esse segundo, além de não ter bruxa, não tem nexo, não tem graça e não tem respeito pelo espectador que não sabe se boceja ou se abandona de vez o filme. Cadê o livro das sombras do título? Cadê as cenas aterrorizantes de um suposto filme de terror? Eu sei que não se podia esperar muito de uma seqüência caça-níqueis que nem trazia os diretores originais no comando, trabalhando apenas de produtores executivos. Mas isso foi demais. Esse por pouco não levou o ouro.