Framboesa - Parte 1 de 3

Domingo, Fevereiro 15, 2004
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Com toda essa onda do Oscar e dos melhores filmes do ano, às vezes esquecemos de privilegiar o que de pior é feito na indústria cinematográfica. Apesar do título e da introdução, o motivo desse post não é comentar o prêmio anti-Oscar, Framboesa de Ouro. Já que eu não tinha nada para comentar aqui, decidi finalmente cair na armadilha da lista dos cinco melhores. No meu caso, os 5 piores filmes que eu já vi no cinema. Vejamos os dois primeiros, ou últimos, no caso:

5º Lugar: Não é mais um besteirol americano

Quando um filme é feito para satirizar uma sátira, pode ter certeza que algo vai dar errado. É o mesmo esquema da cópia da cópia, que nunca vai sair grande coisa. No caso dessa "comédia", pouca coisa se salva. O elenco é ridículo, pouquíssimas cenas realmente engraçadas (lembro de ter rido na cena que abre o filme e algumas duas ou três outras espalhadas no decorrer da trama). Conseguiram até a campeã dos filmes adolescentes dos anos 80, Molly Ringwald para uma ponta - desnecessária e sem graça. Ela poderia ter ficado sem essa.

4º lugar - Dungeons and Dragons

A primeira vez que eu ouvi falar sobre esse filme, lembro ter lido em letras garrafais: "Caverna do Dragão vira filme". Mais tarde foi explicado que não seria exatamente o desenho, e sim o RPG que deu origem ao mesmo. Mas o estrago já tinha sido feito. Seria muito legal ver uma versão live action do clássico desenho oitentista e a má vontade para ver o RPG nas telonas era inevitável. Se fosse só isso... O filme nunca se decide entre comédia, aventura ou fantasia. Temos um Jeremy Irons caricato, efeitos especiais horríveis e um roteiro muito fraquinho. Ainda temos a bonitinha Thora Birch (de Beleza Americana) fazendo o que pode com um personagem que aparece pouco e um Marlon Wayans pouco inspirado (o que não é muito difícil). A minha sorte (ou não) é que ganhei o ingresso em uma promoção.

24 Horas - 1ª Temporada

Sexta-feira, Fevereiro 13, 2004
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Última Hora

Hoje será exibido na Rede Globo o último episódio (ou seria a última hora?) do "dia mais longo da vida do agente Jack Bauer". Nessa última semana, 24 Horas de muito bom passou para excelente no meu conceito. Com a adição de personagens e atores importantes na trama e com reviravoltas surpreendentes, o seriado encerra hoje com vontade de assistir mais.

Uma boa notícia para o pessoal que gostou das aventuras de Jack Bauer e cia. e que não tem TV a cabo (e eu me incluo nesse pessoal) é que a Globo decidiu passar a segunda temporada à partir de abril. O horário está previsto para depois do seriado brasileiro Sob Nova Direção, que passará depois do Fantástico aos domingos. Eu sei que novamente o horário não é grande coisa, e para nós gaúchos ainda existe a dúvida se a RBS exibirá o seriado (já que nesse horário é exibido por aqui o Tele Dormindo e o Lance Final). Depois de ter emplacado na programação com média de 12 pontos no ibope, a emissora gaúcha provavelmente transmitirá para cá também... pelo menos é o que eu espero.

P.S.: A foto acima é da Elisha Cuthbert, a Kim Bauer. Eu não sei como pôr legendas em fotos no Blog (nem sei se tem como), então fica aqui a nota.

Mestre dos Mares

Quarta-feira, Fevereiro 11, 2004
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Diário de Bordo

Após assistir a Mestre dos Mares, filme que faltava para completar a minha maratona pré-Oscar de indicados a categoria principal, cheguei a uma conclusão: Russel Crowe nasceu para mandar. Em Gladiador ele já demonstrara que conseguia liderar uma horda de soldados em batalha, e posteriormente na narrativa, se transformaria na liderança dos gladiadores em Roma. Agora ele está no mar, comandando os marinheiros do Surprise contra Acheron, uma fragata Francesa que insiste em assombrar a viagem. Tudo isso com a mesma competência.

Mas o destaque do elenco, na minha opinião, não fica com Crowe e sim com Paul Bettany, que interpreta o seu amigo e médico do navio, Dr. Stephen Maturin. A interpretação do ator não está muito longe do que havia feito em Dogville, mantendo o ar intelectual que ambos os personagens carregavam. O que é interessante é o contraponto que o personagem faz com o Capitão do navio, Jack Aubrey (Crowe), tornando esse último mais humano aos olhos dos espectadores.

Peter Weir, diretor do excelente Show de Truman, está competente como sempre. O diretor escolhe não usar na primeira meia hora do filme nenhuma trilha musical, que dá uma impressão real aos acontecimentos, quase como um documentário. Mas o que realmente impressiona é o som do filme. Em certos momentos, parecia que o cinema estava rangendo devido a ótima edição de som (efeito que vai se perder quando for visto em casa, sem um home theater).

Para a premiação do Oscar, Mestre dos Mares deve ter poucas chances na categoria principal. Agora que eu já vi os cinco indicados, posso citar a ordem de preferência para mim: Em primeiro lugar, Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei; Sobre Meninos e Lobos em segundo; Encontros e Desencontros em terceiro; em quarto, Seabiscuit e, em quinto, Mestre dos Mares. Todos filmes muito bons, que realmente mereciam ser lembrados - mesmo eu achando que Cidade de Deus entraria brincando nessa lista...

Mestre dos Mares (Master and Commander)
Dir.: Peter Weir
Com Russell Crowe, Paul Bettany, James D'Arcy

Confira logo abaixo o trailer de Mestre dos Mares:

All Things Must Pass

Terça-feira, Fevereiro 03, 2004
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Wah-Wah

Já fazia um bom tempo que queria escrever sobre esse álbum, que até agora, eu considero como o melhor de um ex-Beatle: All Things Must Pass de George Harrison. Esse CD me chegou em mãos pelo meu amigo Alexandre, que havia conseguido com seu amigo Saulo, que não sei de onde conseguiu.

O que eu posso dizer sobre o CD? Começa com uma balada belíssima, I'd Have you Anytime, passando pela clássica My Sweet Lord, Wah-Wah e uma das minhas preferidas do álbum, What is Life, uma declaração de amor up-beat. E isso é apenas o primeiro CD. O segundo traz a reflexiva All Things Must Pass, Beware of Darkness, entre outras tantas.

Esse álbum nasceu como um pacote de três vinis, logo após a dissolução dos Beatles. A longa duração do disco devia-se a insatisfação de George Harrison, que na época do Fab Four tinha pouquíssimas músicas suas incluídas nos álbuns. Então, no seu primeiro disco solo, resolveu colocar tudo que podia, demonstrando que o seu trabalho não era pouco utilizado por ser ruim ou pouco comercial, muito pelo contrário. Já na época dos Beatles, ele havia mostrado todo seu talento com While My Guitar Gently Weeps, Here Comes the Sun, Something e For you Blue. Músicas inesquecíveis de um músico e uma banda igualmente inesquecíveis.